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Pauta: Rede social abre portas para a solidariedade

Woco News e seu criador, Alan Lima

Usuários podem indicar ONGs para serem beneficiadas com divulgação gratuita ou destinação de verba

A rede social Woco News, lançada oficialmente no dia 30 de junho, Dia Mundial da Rede Social, nasceu com foco na responsabilidade social. Os donos de perfis podem indicar ONGs para receberem espaço gratuito de publicidade, ou destinação de verba de anunciantes solidários.

Segundo o criador do projeto, o baiano Alan Lima, a ação irá beneficiar muitas instituições humanitárias, com visibilidade gratuita e com parte da receita publicitária da rede social. “A seleção das instituições a serem beneficiadas será responsabilidade dos próprios usuários da rede social. Assim, podemos nos certificar de colaborar com projetos sérios”, explica o jovem empreendedor.

Até o lançamento oficial, a Woco News (World Community News) já contava com mais de 20 mil perfis cadastrados. E continua crescendo rapidamente. Com foco em notícias e negócios, outra inovação exclusiva é a participação direta do usuário na administração de 30% do espaço destinado à publicidade na comunidade. “É o dono do perfil quem decide o que e por que valor anunciar em 30% dos espaços determinados”, revela Alan Lima.

Adaptada ao idioma português, a Woco News dispõe de 255 toques para texto, além de foto e vídeo no mesmo espaço.

Endereço: www.woconews.com

Novo cliente da Bee View – WoCo News

A Bee View acaba de adquirir mais um cliente, para relacionamento com a imprensa: www.woconews.com, uma rede social voltada para notícias e negócios, com 255 caracteres, links, fotos, vídeos. Mais informações depois do brief que ainda está em processo.

São Paulo Diário

www.saopaulodiario.com

Notícias diárias sobre o que acontece na capital, com texto objetivo, de leitura rápida, sem faltar o principal da informação. Objetividade, clareza e relevância – como deve ser um texto de internet.

São Paulo Diário

Capa São Paulo Diário

Exemplo de texto institucional (fantástico)

Alpargatas 100 anos – havaianas

Pobre máquina, que com tantos cavalos de força depende do dedo humano que aperte o botão e a faça funcionar.

Triste difícil, que se ergue pelas mãos do operário. Infeliz computador, que com toda a sua inteligência é controlado até por uma criança.

Máquinas, edifícios, computadores. Meros coadjuvantes do talento humano. Sem ele estariam condenados a ser madeira pedra e metal até o fim dos tempos.

Por acaso teria sido o concreto que ergueu nossos maiores arquitetos? Quem sabe, um belo dia, um violão batucou a bossa nova!  Foi o avião que fez o inventor voar, ou terá sido o contrário?

Nos tirem as máquinas, os edifícios, os computadores, e ainda assim nos restará o talento pra recomeçar do zero.

Só o talento é capaz de sobreviver a guerras, revoluções e nove moedas diferentes.

Só o talento é capaz de transformar um pedaço de borracha numa mania mundial e fazer dessa mania o calçado mais vendido do planeta. Só o talento é capaz de conquistar mais de 80 países. Só o talento é capaz de reinventar o jeito de se fazer as coisas,  respeitando os recursos essências à sobrevivência das espécies.

Só o talento é capaz de eternizar lances de magia na memória de gerações. Só o talento cria, pesquisa, projeta, desenvolve, aumenta, reduz, corta, dobra, enrola, adiciona, subtrai, testa e retesta.

Só talento é capaz de superar o talento. E numa disputa de talento versus talento o resultado é sempre riqueza e progresso. Só o talento é capaz de ajudar um jovem talento a se tornar tão grande quanto ele próprio.

Só o talento é capaz de fazer com que um terço dos brasileiros usem calçados de uma única empresa.

Há 100 anos trabalhamos baseados numa única crença. A de que só o talento é capaz de nos valorizar como empresa.  Assim, quem sabe as civilizações do futuro, ao se depararam com nossos prédios, nossas máquinas, nossos computadores, cheguem a uma única conclusão: essa é uma fábrica de talentos.

Alpargatas – 100 anos, talento brasileiro.

Diretora da Bee View assume coluna no site Digestivo Cultural

A partir de janeiro, Débora Carvalho assume coluna mensal no mais importante site de jornalismo cultural do país, o Digestivo Cultural. O convite foi feito no dia 13 de janeiro pelo fundador, Júlio Daio Borges. Para acompanhar, basta acessar www.digestivocultural.com – seção colunas de terça-feira.

Novas editorias da MD

Finalmente conseguimos definir as novas editorias que serão lançadas na edição de aniversário da revista Mais Destaque. O novo projeto gráfico está em desenvolvimento, mas também estará pronto para o lançamento. São 14 editorias baseadas nas pesquisas realizadas durante a produção da edição 28.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 jovens, que responderam à pergunta: “Que tipo de conteúdo uma revista cristã precisa ter para que você, de fato, leia a revista.” Os conteúdos que foram mencionados pela maioria foram os que inserimos, e criamos editorias para organizar as informações.

Confira o novo conteúdo no Blog da MD (clique).

Renegociação com Revista Mais Destaque

Constatei que os jovens não lêem artigos. Se for de pastor, aí é que não lêem mesmo. Eles querem mais matérias com conteúdos diversos (que já foram passados por e-mail). Eles querem interatividade. Querem polêmica, depoimentos reais, histórias, personagens… resumindo: produção jornalística com assuntos que realmente os interessem. Não a opinião de uma só pessoa.

Diante disso, me adiantei e criei um novo blog (www.revistamaisdestaque.wordpress.com) e um perfil no Twitter @maisdestaque – onde quase diariamente tenho postado novidades do setor – coisas que poderão ser publicadas ou não, mas que criam um relacionamento com o público de futuros assinantes da revista. No Twitter já tem mais de 450 seguidores da MD. Isso nos coloca na vanguarda em relação à Casa Publicadora Brasileira.

Produzir um conteúdo que atenda às necessidades do público-alvo da revista, demanda investimento na produção do mesmo. Se o objetivo for produzir um veículo que gere receita por assinatura, subsidiado por anunciantes – o que é diferente de se ter uma revista só para anunciantes e de distribuição gratuita. Para gerar um conteúdo vendável, que alguém esteja disposto a pagar um real que seja por ele, vamos precisar investir muito mais tempo e energia, estudo e planejamento do conteúdo – e não simplesmente ir copiando e colando textos ruins que ninguém quer ler. Eu acredito que se algo merece ser publicado, merece ser lido. Se não será lido, para que publicar?

Nos últimos 5 anos tenho me dedicado bastante ao estudo e prática de edição de conteúdo. Por isso, e diante das pesquisas que realizei, tenho plena convicção de que estou preparada para produzir o conteúdo que a MD precisa para crescer.O trabalho é sério, exige responsabilidade, profissionalismo, planejamento, metas, agenda e criatividade.

O pessoal vai ter que invetir pesado em conteúdo. Ou seja, em mim.

Ainda precisamos criar um novo projeto gráfico. Dar as diretrizes para o conteúdo que os leitores desejam ler, conforme a pesquisa realizada. Negociar o abastecimento de conteúdo para o Twitter e do Blog – que são ferramentas de comunicação fundamentais para a interatividade com o público alvo da revista. Dá mais trabalho, gasta mais, porém, é o investimento necessário para alcançar seus objetivos e ambições para essa revista que tem todo o potencial para se tornar uma revista nacional com o conteúdo que importa na vida do jovem cristão.

Proposta de trabalho para a edição de aniversário e próximas:

Desenvolvimento de um novo projeto gráfico e identidade visual para as editorias; Desenvolvimento de editorias novas, baseadas na pesquisa realizada com o público-alvo; Interatividade entre o conteúdo, sua produção e diário de bordo no Blog e Twitter

Conteúdo: a revista terá menos artigos e mais matérias. Mais fontes nas matérias. Depoimentos e fotos dos jovens reais. Saídas para reportagens (não se faz jornalismo sentado na cadeira). Ao invés da opinião de uma só  pessoa em um artigo para cada editoria (como tem sido até agora – cada editoria é um artigo), as sugestões e experiências de várias pessoas em matérias jornalísticas na linguagem de revista jovem, moderna e cristã. Um texto leve e cheio de energia positiva, alegre e polêmico, verdadeiro e motivador. Especialistas serão consultados para serem fontes de informação e não para escreverem textos precários. Publicaremos apenas artigos encomendados e de pessoas que realmente já saibam escrever.  Cada edição, antes de ser produzida, terá uma produção de pauta completa. Não aos picados. Podemos ter matérias pagas (informe publicitário), mas o conteúdo será separado para dar credibilidade à revista. As notícias de cidadania geral terão foco em atender as necessidades do público jovem nas questões de carreira, profissão, cursos, dicas, lazer, educação, saúde. E as notícias do mundo cristão também precisarão ter um foco, e não jogadas apenas para preencher espaço. Precisamos focar nos assuntos de interesse público e nas novidades. Precisamos dar voz a quem tem algo a dizer. E satisfazer as necessidades espirituais e de conteúdo prático – itens mais solicitados pelos jovens entrevistados.

Proponho à Mais Destaque satisfazer todas essas necessidades com o meu expertise. E também atender à demanda na área publicitária – já que também possuo essa formação (embora incompleta, mas o suficiente).

Cronograma de trabalho:

A) Pauta anual – para que a revista tenha continuidade e que na edição anterior possamos anunciar algumas coisas que virão na próxima (isca).

B) Pauta da edição – para verificar como andam as pautas pré-determinadas, verificar se algum assunto mais quente merece deixar alguma matéria na gaveta. Analisar conteúdo Wiki  – e selecionar os publicáveis. Decidir os concursos culturais e prêmios. Os ganchos para a próxima edição… e o destaque editorial que todas as matérias devem tomar. Cada edição terá um tema X que se desdobrará e aprofundará nas editorias. Numa progressão textual coesa e motivadora.  Convidar jovens e pastores para a reunião de pauta. Assim, o conteúdo terá cada vez mais a cara deles, além do vínculo. Eles podem ajudar a traçar os objetivos da pauta – e as informações que realmente querem, pois muitas vezes podemos produzir uma pauta que só tem o tema que eles desejam e precisam, mas no conteúdo fica um vácuo. Essas reuniões podem ser presenciais ou Online, pelo Twitter, Blog ou MSN.

C) Riscado da diagramação para o cumprimento da pauta. Determinar antes se vai ter Box, olho e imagem, e onde vai ficar na diagramação. Já que a MD não trabalha com diagramador jornalista, isso é necessário, pois não combina depois de duas semanas que a matéria foi entregue, o diagramador dizer que está sem ideia para diagramar tal matéria.  Nisso, deverá ser determinado o número exato de toques que a matéria e o Box devem conter, para evitar buracos e linhas a mais.

D) Trabalhar em conjunto com edição e diagramação – enviando arquivos do InDesign e/ou PDF para análise, assim que cada matéria for sendo entregue e diagramada. Não deixar para diagramar tudo de uma vez, pois isso bloqueia a criatividade.

E) Separar páginas de conteúdo de páginas de anúncios. Qual é a meta de anúncios por edição? Deixar as páginas de anúncios pré-determinadas e as de conteúdo também, sempre deixando conteúdo na gaveta para o caso de sobrar espaço.

F) Produção das pautas determinadas. Trabalhar com antecedência. Matérias frias serão produzidas antes da edição X, para termos várias opções na gaveta para emergências.  Por exemplo, entrevista da seção Retrato já fiz duas a mais.

G) Diagramação da matéria – assim que terminar, enviar em PDF para que eu possa conferir se a diagramação não se perdeu do projeto gráfico e se condiz com o conteúdo e o destaque adequado para a abordagem. Trabalhar sempre em parceria e linearidade de pensamento para dar o conteúdo que o leitor merece com a “cara” que o conteúdo merece.

H) Revisão em São Paulo (pelo amor de Deus… não tem sentido imprimir, mandar pra outra cidade impresso e esperar uma semana pelo retorno da revisão. Até lá a gente já esqueceu o conteúdo e é trabalho dobrado ter que retomar depois de tanto tempo. Precisamos otimizar isso, ser mais práticos. Nem que a pessoa pague para fazer isso,  não compensa. Revisão de uma revista como essa é feita em uma tarde).

I) Prazos: Três editorias de uma página por semana. Editorias de mais de uma página, uma por semana. Todas produzidas dentro dos padrões de qualidade determinados, com personagens, fontes de credibilidade e representativas – conforme linha editorial – começando pelo riscado para diagramação antes da produção e para o diagramador.

J) Produção de pelo menos um post (ou mais) no Blog e no Twitter, e envio semanal de links em newsletter no mailling que vamos começar a criar para leitores da MD.

Orçamento: Conseguimos chegar a um acordo. Que bom!

Nem estou me achando uma editora de conteúdo com o expertise adequado para a função. A reunião foi ótima. Depois de passar a tarde efetuando a revisão do texto com o Marcelo, o Rafael chegou calmo e sereno para conversarmos sobre os novos rumos editoriais, aprovou as ideias… e eu fiquei muito contente!

Menos jornalismo, mais informação

Menos jornalismo, mais informação
Com a popularização da Internet, todo mundo está convidado a ser jornalista
25/08/2009 – Daniel Agrela e Mariane Pinho
Embora muita gente não aceite, o jornalismo – tal qual conhecemos – está morrendo. De fato, para quem sempre viveu a adrenalina de um fechamento de jornal fica difícil acreditar que a figura romântica do repórter, o nobre intermediário da notícia, esteja próxima do fim. Com a popularização da Internet, todo mundo está convidado a ser jornalista. As pessoas não precisam mais de alguém para selecionar suas notícias.
Negar essa realidade é sempre a primeira reação. É natural. Mas não há como refutar que o crescimento do meio online e a importância exercida atualmente pelas redes sociais trouxeram mais agilidade às informações e, é claro, atingiram em cheio as empresas de mídia, especialmente jornais e revistas. Nem mesmo os cortes de pessoal, intensificados ao longo da última década para amenizar essa inevitável crise, possibilitaram a recuperação dos veículos impressos, que perdem leitores a cada dia.
Para fugir dessa tendência e abocanhar novos assinantes, os maiores impressos de São Paulo prepararam recentemente uma série de propagandas no horário nobre da TV. A Folha convocou os principais jornalistas da casa para participar de sua propaganda. Já o Estadão faz a seguinte pergunta: “quanto vale o seu conhecimento?”, dando ao leitor a opção de pagar o quanto quiser pela assinatura no primeiro mês. Ambos os periódicos tentam valorizar seus produtos, oferecendo conteúdo exclusivo, analítico e mais aprofundado.
Na verdade, os jornais sempre sofreram com a falta de instantaneidade das informações, prerrogativa do rádio, da TV e, mais recentemente, da internet – que vem tomando o espaço não só da mídia impressa, mas de todos os meios de comunicação tradicionais.
Enquanto os jornais investem em matérias analíticas, as revistas nas investigativas e a televisão no poder da imagem, a internet faz de tudo: podcast, vídeo e texto informativo e reflexivo. Ela cresce 21% ao ano, enquanto a taxa de crescimento dos outros meios se estabiliza ou cai. Cada vez mais, a Web se consolida como o centro do conhecimento descentralizado, um espaço da conversa multidirecional em que todos falam de tudo.
Talvez por isso a figura do jornalista como intermediário entre a informação e o público esteja em declínio. A força exercida pelas redes sociais como blogs, Orkut, LinkedIn, Facebook e Twitter já pôde ser percebida em diversos acontecimentos, como os relatos enviados por cidadãos iranianos no auge dos últimos conflitos, em um país com sérias restrições à cobertura jornalística tradicional. Isso prova que para uma notícia vir à tona não é preciso que haja um jornalista in loco para relatar os fatos. Eles podem vir diretamente da fonte, por meio de um blog, por exemplo.
O fato é que o jornalismo passa por um momento de transição, em que os veículos tentam se adequar à nova realidade digital. A internet caminha para abranger todas as áreas das nossas vidas e isso inclui a forma com que informamos e somos informados. É por isso que o futuro do jornalismo está na conversa. A notícia não estará mais nas mãos apenas dos jornalistas: ela está nas redes sociais, onde todos podem informar e debater. Quem estiver fora dessa discussão, também vai morrer. Precisamos nos adaptar.
* Daniel Agrela e Mariane Pinho são jornalistas e atuam como PR Digital na Cia da Informação.
www.ciadainformacao.com.br

Com a popularização da Internet, todo mundo está convidado a ser jornalista

Daniel Agrela e Mariane Pinho *

Embora muita gente não aceite, o jornalismo – tal qual conhecemos – está morrendo. De fato, para quem sempre viveu a adrenalina de um fechamento de jornal fica difícil acreditar que a figura romântica do repórter, o nobre intermediário da notícia, esteja próxima do fim. Com a popularização da Internet, todo mundo está convidado a ser jornalista. As pessoas não precisam mais de alguém para selecionar suas notícias.

Negar essa realidade é sempre a primeira reação. É natural. Mas não há como refutar que o crescimento do meio online e a importância exercida atualmente pelas redes sociais trouxeram mais agilidade às informações e, é claro, atingiram em cheio as empresas de mídia, especialmente jornais e revistas. Nem mesmo os cortes de pessoal, intensificados ao longo da última década para amenizar essa inevitável crise, possibilitaram a recuperação dos veículos impressos, que perdem leitores a cada dia.

Para fugir dessa tendência e abocanhar novos assinantes, os maiores impressos de São Paulo prepararam recentemente uma série de propagandas no horário nobre da TV. A Folha convocou os principais jornalistas da casa para participar de sua propaganda. Já o Estadão faz a seguinte pergunta: “quanto vale o seu conhecimento?”, dando ao leitor a opção de pagar o quanto quiser pela assinatura no primeiro mês. Ambos os periódicos tentam valorizar seus produtos, oferecendo conteúdo exclusivo, analítico e mais aprofundado.

Na verdade, os jornais sempre sofreram com a falta de instantaneidade das informações, prerrogativa do rádio, da TV e, mais recentemente, da internet – que vem tomando o espaço não só da mídia impressa, mas de todos os meios de comunicação tradicionais.

Enquanto os jornais investem em matérias analíticas, as revistas nas investigativas e a televisão no poder da imagem, a internet faz de tudo: podcast, vídeo e texto informativo e reflexivo. Ela cresce 21% ao ano, enquanto a taxa de crescimento dos outros meios se estabiliza ou cai. Cada vez mais, a Web se consolida como o centro do conhecimento descentralizado, um espaço da conversa multidirecional em que todos falam de tudo.

Talvez por isso a figura do jornalista como intermediário entre a informação e o público esteja em declínio. A força exercida pelas redes sociais como blogs, Orkut, LinkedIn, Facebook e Twitter já pôde ser percebida em diversos acontecimentos, como os relatos enviados por cidadãos iranianos no auge dos últimos conflitos, em um país com sérias restrições à cobertura jornalística tradicional. Isso prova que para uma notícia vir à tona não é preciso que haja um jornalista in loco para relatar os fatos. Eles podem vir diretamente da fonte, por meio de um blog, por exemplo.

O fato é que o jornalismo passa por um momento de transição, em que os veículos tentam se adequar à nova realidade digital. A internet caminha para abranger todas as áreas das nossas vidas e isso inclui a forma com que informamos e somos informados. É por isso que o futuro do jornalismo está na conversa. A notícia não estará mais nas mãos apenas dos jornalistas: ela está nas redes sociais, onde todos podem informar e debater. Quem estiver fora dessa discussão, também vai morrer. Precisamos nos adaptar.

* Daniel Agrela e Mariane Pinho são jornalistas e atuam como PR Digital na Cia da Informação.

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